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terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Pleonasmo despercebido.

Pra começo de conversa, vamos à definição:
"Pleonasmo: Pleonasmo pode ser tanto uma figura de linguagem quanto um vício de linguagem. O pleonasmo é uma redundância (proposital ou não) numa expressão, enfatizando-a." Wikipedia.com

Creio que todos já se depararam com a frase: "Necessário experiência anterior". Afinal, é comum quando se está à procura de emprego ou coisa do tipo. E o que há de errado nesta simples frase, tão usada, principalmente no meio profissional? Nada?.. Engano ! 
"Experiência anterior", baita redundância. Toda experiência é anterior. Assim como todo elo é de ligação, todo habitat é natural, todo amigo é pessoal. O Pleonasmo, como excesso de sobremesa, enjoa.
Nós brincamos com alguns pra lá de conhecidos: Subir para cima, descer para baixo, entrar para dentro, sair para fora. Mas existem os engenhosos, que passam despercebidos. Nós, ingênuos, caímos na armadilha.
Dizemos sem perceber: manter o mesmo, ainda continua, ganhar de grátis. Ora, se mantemos, só pode ser o mesmo. Se não for manter, não é. Pode ser mudar, trocar, substituir. Ainda continua? As duas palavras falam de continuidade. Melhor ficar com uma ou com outra (Ele continua doente/ Ele ainda está doente); Granhar de grátis? só pode.
Há pleonasmos tão familiares que parecem gente boa, que nada mais faz que cumprir a obrigação. Mas é bom ficar atento e não cair na deles.
Olho vivo. Todo general é do exército. Todo Almirante? da marinha. Todo país? do mundo. Toda viúva, do pobre falecido.
Só existem estrelas no céu. Sorriso, nos lábios. Goteira, no teto. Planos ou projetos, para o futuro.. para onde mais seria, minha gente ?! (essa é clássica!)
Criar? só pode ser algo novo. Detalhes? Ora, são sempre pequenos, caro amigo Roberto Carlos (haha). Encarar? só de frente. Calar? só a boca.
As palavras são a ferramenta do Jornalista, e de todos os profissionais que lidam com a linguagem, não cair nessas armadilhas, significa dominar o idioma, o nosso idioma. Mas, pior ainda que o pobre do Pleonasmo inocente e que passa despercebido sem grandes alardes, é a praga do gerúndio, que chegou tímido e foi ganhando espaço. Falarei disso uma outra hora, em um outro post, talvez o próximo! Até breve. :)
Porque todo barulho, é sonoro ! \o

domingo, 21 de agosto de 2011

Perder o Foco

É normal para quem escreve bastante, não gostar de algo que esteja escrevendo ou então ficar preso em meio aos próprios argumentos, em um nó tão grande que o texto não vai para frente.
Foi assim com o primeiro texto que estava escrevendo para o blog hoje, comecei normalmente, baseado em uma coisa que já estava na minha cabeça há alguns dias, mas quando cheguei no terceiro parágrafo entrei em um buraco negro sem solução. O texto era até simples, sobre televisão, mas acabei entrando em um confronto de argumentos comigo mesma. Fiquei por alguns bons momentos dialogando internamente e tentando ver qual ponto de vista interno era mais predominante. Não cheguei em nenhuma conclusão, por enquanto, mas não me dei por vencida e certamente vou escrever num futuro próximo sobre o que eu comecei a rascunhar.
Deixei de lado este texto e comecei outro, um pouco mais leve, sobre coisas que acontecem aqui na internet e no nosso dia a dia. Fui escrevendo, meio que no calor das ideias, mas ao ler o texto quase pronto vi que perdi completamente o foco.
Perder o foco é algo comum também, mas que não gosto. Em alguns casos é interessante o embaçamento da proposta inicial já que a cegueira momentânea pode nos levar em locais que provavelmente não estivessemos propícios a conhecer. Mas em outros casos irritam quem escreve e quem lê, já que pode ficar uma sensação no leitor de que foi enganado, ele esperava uma coisa e no final teve outra.
Acho que não perdi o foco ao falar sobre o foco. Agora vem um exercício comum de deixar os textos em um forno, o forno dos rascunhos. Vai ficar lá por um tempo e no momento adequado eu vou lá, tiro do forno e sirvo, só espero não tirar antes do tempo e servir cru ou pior.. deixar queimar e ter que jogar no lixo.
Essa minha frustrante perda de foco agora, talvez seja um sinal que de que é preciso colocar o pé no freio de vez em quando, tirar um tempo para "desligar e relaxar" corpo e mente. Criar horários na agenda sempre que possível para 'não fazer nada', assistir a filmes, passar mais tempo com os amigos, jogar conversa fora e esquecer, por um minuto que seja, esse ritmo de vida que pode enlouquecer qualquer um, essa vida moderna que tanto gostamos, onde estamos sempre querendo tudo, e em uma eterna busca por objetivos.
Enfim, talvez perder o foco também seja necessário, e que os gurus dos negócios não nos escutem.




terça-feira, 26 de julho de 2011

A Literatura e sua Popularidade repentina.

Percebemos claramente o quanto as redes sociais popularizaram os escritores nos últimos tempos. Nunca a literatura foi tão querida e amada. Clarice Lispector, por exemplo, no passado arrancava arrepios nos estudantes que eram obrigados a estudar sua obra na escola, hoje são as suas famosas frases que causam alvoroço e são motivos de muitos comentários e reproduções no mundo virtual.

Faz mais de 30 anos que a autora morreu, mas mesmo assim, sua obra é estudada como Literatura Contemporânea e assim também é considerada, sendo os seus livros classificados como romance moderno.

Talvez seja pelo seu olhar intuitivo em relação ao universo feminino que Clarice Lispector hoje é popular entre as mulheres; elas sempre ocuparam um lugar de destaque nas páginas da autora.
Hoje existem muitos equívocos sobre as autorias dela, talvez por ainda não ser de domínio público. Os livros de Clarice não podem ser digitalizados sem autorização, tampouco disponibilizados de forma gratuita e nem as editoras conseguem comercializá-los a preços mais acessíveis; isso poderá ocorrer somente depois dos 50 anos de falecimento da autora.
Já que sabemos o quão escassas são as nossas bibliotecas públicas, infelizmente – e baseiam-se em fontes não muito confiáveis para creditar e divulgar textos sendo dessa autora.

Vejamos um exemplo: há sites que creditam à Clarice a seguinte frase: “Você pode até me empurrar de um penhasco e eu vou dizer: e daí, eu adoro voar!”. Esse estilo da frase não se enquadra com o de Lispector; nossa querida autora é dona de uma literatura mais intimista, simbólica e introspectiva, o que nada tem a ver com a expressão acima citada. Há fontes na internet que declaram que essa frase foi dita pela atriz Bruna Lombardi, outros dizem ser de Kathlen Heloise Pfiffer. Então, como saber ao certo? A resposta é simples: não há como saber, pois não encontramos referências bibliográficas que comprovem a autenticidade da frase sendo de autora X ou Y. 

A internet é um espaço livre, e pelo menos em nossa realidade, os direitos autorais nunca foram devidamente respeitados na web.
Por mais que se confie em uma página virtual, nada se compara com a veracidade de um livro, devidamente publicado, catalogado e registrado.
Essa expressão é só uma de tantas que a todo tempo são divulgadas na rede mundial de computadores, através de ferramentas como e-mail, twitter, Orkut e facebook. A internet, que poderia ser uma verdadeira aliada na disseminação da literatura, hoje se tornou uma grande vilã, espalhando inverdades e deboches referentes à obra de escritores geniais.

Mas bem sabemos que a internet é atualizada pelas pessoas, a maioria delas são pessoas de bem, que não veem maldade alguma em repassar aquele e-mail com um texto bonito assinado por Clarice Lispector, ou então em retwittar aquela frase legal também creditada à autora; por isso, caso você seja fã das frases e textos que circulam na web como sendo de Lispector, a dica é a seguinte: duvide sempre de tudo o que ler; e pesquise, questione, conheça as obras e procure referências, antes de divulgar e disseminar falsos textos pela internet; quem agradece não sou eu, - uma apaixonada admiradora da obra dessa mulher -, mas sim o legado de Clarice, que de maneira alguma merece ser vulgarizado e desrespeitado, mais ainda do que já está sendo.

domingo, 3 de julho de 2011

A semana dos Hackers.

Hoje deixo as crônicas de lado e parto para um assunto polêmico. Um pouco atrasada para discorrer sobre o assunto, mas só agora possuo um ponto de vista opinativo e analítico para poder expor aqui. Então, vamos lá:

22/06 - Os sites .gov da Presidência, Portal Brasil e Receita Federal saíram do ar após ataques. À tarde, o site da Petrobras foi alvo de ataque. O LulzSec-Brazil assumiu a autoria de ambos.
23/06 - Páginas do Senado e da Presidência foram derrubados. O site do Ministério do Esporte foi desativado após o LulzSec-Brazil se gabar no Twitter de ter roubado dados dali. O Ministério negou o roubo.
24/06 - Na madrugada, o grupo Fail Shell “picha” o site do IBGE e alerta para mais ataques neste mês. O site do Ministério da Cultura ficou instável e a Infraero ficou fora do ar, mas disse que era “manutenção”.
Além da imagem com a bandeira, o grupo subiu ainda uma mensagem de tom nacionalista com ameaças de mais invasões:

“Este mês, o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell. Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim poderemos crescer e evoluir”. E prosseguem: “Brasil, um país de todos! Não há espaço para grupos sem qualquer ideologia como LulzSec ou Anonymous no Brasil”

Para quem não sabe, o grupo hacker Anonymous juntou forças com o conhecido Lulz Sec para declarar guerra contra todas as corporações, governos e bancos do mundo inteiro. O motivo? Mostrar os segredos e expor qualquer tipo de corrupção que eles estejam praticando.
Em decorrer disso. O conhecido BlogFolha.com Publicou uma nota, afirmando também ter sido alvo de ataques de Hackers, onde diz: 

“Gostaríamos de expressar nosso repúdio aos que se confrontam com democrática ação de divulgar e analisar fatos e verdades numa sociedade de muita informação”

Fatos e verdades? ..Acho que nem preciso comentar isso.
Além dos "ataques”, os grupos ainda  reunem seus “seguidores” para realizar passeatas em cidades brasileiras. O objetivo das marchas, de acordo com o grupo, é “protestar contra nosso governo corrupto e pela liberdade de expressão”.
Posso estar criando uma polêmica agora, mas apesar de ainda parecer um pouco nebuloso pra mim, parece que a nossa geração finalmente despertou para se unir contra o abuso que certas organizações (principalmente as privadas) praticam. Quem sabe não estamos voltando ao espírito revolucionário que atingiu diversos jovens de todo o mundo em meados de 1960? Quando o espírito de luta do povo estava no auge.
Enfim, abro o espaço aqui para quem quiser deixar seu ponto de vista, lembrando sempre que democracia existe aqui. Esse é apenas o meu “olhar” crítico sobre o assunto, e você não tem a obrigação de concordar comigo. :)




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Próxima estação: Inverno.

Vocês já devem ter reparado, mas é melhor avisar: Já chegamos na Estação inverno. Pois é, dia 21 de junho começou mais uma vez a estação mais fria.
Sem dúvida, o inverno é uma das estações do ano que mais dividem opiniões. Quem não gosta reclama do frio, das chuvas e do fato de ter que usar muitas roupas ou carregar um guarda-chuva para onde quer que vá. Há quem diga também que a estação dá aquela sensação das pessoas ficarem mais introspectivas, mais interiorizadas, se fecharem mais. Dizem que o inverno é triste e melancólico, ainda mais quando todo esse frio e escuridão são acompanhados de uma garoa fina e gelada.
Mas há os que ressaltam que essa é a melhor época para dormir e relaxar, que o frio deixa tudo mais aconchegante e que, diferentemente do verão, não ficamos encharcados de suor após qualquer caminhadinha ao sol. Que o inverno convida sempre as pessoas a ficarem mais próximas, mais juntinhas. Os amigos se reúnem para um fondue, a família passa mais tempo dentro de casa, lemos mais livros e as noites ficam mais gostosas para se dormir! Ah, e claro... tem ainda a opinião de que as pessoas ficam mais elegantes. O que é inegável.
Eu, particularmente gosto e não gosto do frio. Tudo o que o inverno proporciona é muito bom... mas não durante três meses. A não ser que eu esteja no Canadá, curtindo a neve, mas neve de verdade, aquela de primeiro mundo sabe? (Como o da foto postada abaixo).
Enfim, com tantas divergências, gostando ou não do frio.. o melhor a se fazer é aproveitar todas as coisas que só podemos fazer nessa estação, não é?
E para vocês que definitivamente não gostam do frio, calma ! Logo chega a Primavera, trazendo o colorido das flores, o azul do céu... e um pouco mais de alegria para as pessoas. ;)



domingo, 26 de junho de 2011

Domingo... (?)

Todo domingo parece ser uma luta para extrair algo da cabeça para postar aqui. A menos que aconteça algo bombástico, como foi a morte de Bin Laden, o domingo sempre é responsável por um anestesiamento dos pensamentos.
Tem até explicação lógica, já que estamos mais relaxados, normalmente descansamos, aproveitamos para fazer coisas caseiras, churrasco, almoço em família, papos sobre amenidades com amigos, o futebol na televisão.. (à propósito: 5x0 Corinthians) Enfim, a cabeça se distrai com tanta coisa, o que é ótimo.
Ao mesmo tempo tenho a necessidade de escrever. Não é uma necessidade obrigada por algo externo ou por pressões. É uma necessidade boa, algo que me faz bem e sinto falta quando deixo de postar por algum tempo.
Claro que não é só chegar na frente do computador e sair digitando. Às vezes acontece, principalmente durante a semana onde muita coisa surge e traz uma gama de possibilidades de assunto maior. No domingo parece que dá aquela travada. Você pensa, pensa, pensa e não sai nada.
É no domingão onde eu mais escrevo e apago, onde deixo a caixa de postagem cheia de rascunhos de textos que possivelmente eu vá desenvolver depois, mas que provavelmente ficarão lá esquecidos e nunca continuados.
Gosto de ler esses princípios de texto depois. Eles são como planos que vamos abandonando, deixando de lado e que provavelmente serão modificados ou esquecidos por causa das coisas que vão acontecendo.
Li alguns agora para ver o que estava pensando em escrever há algumas semanas. Tem dois temas que coloquei na minha lista novamente e devo escrever sobre eles. Mas antes...deixa o domingo passar, né? ;)


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os Números... e o Tempo.

Muitas vezes me sinto naqueles programas de televisão tipo Passa ou Repassa. Parece que toca uma campainha, alguém grita: VALENDO.. e ai disparam o relógio.
Já tentaram me convencer que tudo nesse mundo se resume a números, o que de certa forma me deprimi, porque eu definitivamente os odeio. Mas isso até tem um fundamento e pode até ser verdade, é muita filosofia e cérebro torrado pra chegar a um veredicto. Isso se chegarmos...
Odeio números, como ja disse, mas eles são constantes na nossa vida. Logo cedo a maioria de nós acorda olhando para os terríveis números do despertador. Levantamos e vamos tomar banho e logo estamos ali gastando tantos litros de água, tantos Watts de energia e mais não sei quantos minutos do tempo.
Ao sair de casa também, calcula o tempo que vai demorar até chegar no seu destino, quilômetros e tal. Na faculdade é igual, quanto tempo demora pra fazer tal coisa, quanto você produz. Se for no Trabalho, quanto você ganha também entra na lista.
Olha para o computador e lá estão eles, os números, visíveis e invisíveis, seja no simples teclado ou no tal código binário. Pra comer também, quanto vale, quero o troco, o peso do prato e a quantidade de calorias consumidas.
Em casa novamente mais números: as contas a pagar, o celular que toca, os canais da Tv e o microondas. Se for assistir o futebol tem o placar, camisa dos jogadores, tempo e estatísticas.
O mundo virtual então.. é uma loucura, quantos te seguem e quantos você segue no Twitter, a quantidade de caracteres que se pode usar, os amigos no Facebook, seguidores no blog, visitantes... ufa!
Ok, chego a conclusão de que eles são muito úteis e importantes, mas nesse mundo acelerado me sinto olhando para um grande cronômetro.. onde as regras são ditadas pelos poderosos algarismos. Muitas vezes olhei para os números do relógio com um certo medo, com aquela sensação de que as coisas estavam acontecendo e que eu.. não estava aproveitando. Sentia os números correndo e eu não conseguia acompanhar o ritmo acelerado e fugaz.
Hoje vejo o tempo com outros olhos. Vejo o tempo como um amigo que está para me trazer coisas boas, notícias agradáveis e mais chances de ser feliz. Que o tempo passe, os números mudem, e me traga um alento, sabedoria e claro.. muita Felicidade !