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domingo, 26 de junho de 2011

Domingo... (?)

Todo domingo parece ser uma luta para extrair algo da cabeça para postar aqui. A menos que aconteça algo bombástico, como foi a morte de Bin Laden, o domingo sempre é responsável por um anestesiamento dos pensamentos.
Tem até explicação lógica, já que estamos mais relaxados, normalmente descansamos, aproveitamos para fazer coisas caseiras, churrasco, almoço em família, papos sobre amenidades com amigos, o futebol na televisão.. (à propósito: 5x0 Corinthians) Enfim, a cabeça se distrai com tanta coisa, o que é ótimo.
Ao mesmo tempo tenho a necessidade de escrever. Não é uma necessidade obrigada por algo externo ou por pressões. É uma necessidade boa, algo que me faz bem e sinto falta quando deixo de postar por algum tempo.
Claro que não é só chegar na frente do computador e sair digitando. Às vezes acontece, principalmente durante a semana onde muita coisa surge e traz uma gama de possibilidades de assunto maior. No domingo parece que dá aquela travada. Você pensa, pensa, pensa e não sai nada.
É no domingão onde eu mais escrevo e apago, onde deixo a caixa de postagem cheia de rascunhos de textos que possivelmente eu vá desenvolver depois, mas que provavelmente ficarão lá esquecidos e nunca continuados.
Gosto de ler esses princípios de texto depois. Eles são como planos que vamos abandonando, deixando de lado e que provavelmente serão modificados ou esquecidos por causa das coisas que vão acontecendo.
Li alguns agora para ver o que estava pensando em escrever há algumas semanas. Tem dois temas que coloquei na minha lista novamente e devo escrever sobre eles. Mas antes...deixa o domingo passar, né? ;)


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os Números... e o Tempo.

Muitas vezes me sinto naqueles programas de televisão tipo Passa ou Repassa. Parece que toca uma campainha, alguém grita: VALENDO.. e ai disparam o relógio.
Já tentaram me convencer que tudo nesse mundo se resume a números, o que de certa forma me deprimi, porque eu definitivamente os odeio. Mas isso até tem um fundamento e pode até ser verdade, é muita filosofia e cérebro torrado pra chegar a um veredicto. Isso se chegarmos...
Odeio números, como ja disse, mas eles são constantes na nossa vida. Logo cedo a maioria de nós acorda olhando para os terríveis números do despertador. Levantamos e vamos tomar banho e logo estamos ali gastando tantos litros de água, tantos Watts de energia e mais não sei quantos minutos do tempo.
Ao sair de casa também, calcula o tempo que vai demorar até chegar no seu destino, quilômetros e tal. Na faculdade é igual, quanto tempo demora pra fazer tal coisa, quanto você produz. Se for no Trabalho, quanto você ganha também entra na lista.
Olha para o computador e lá estão eles, os números, visíveis e invisíveis, seja no simples teclado ou no tal código binário. Pra comer também, quanto vale, quero o troco, o peso do prato e a quantidade de calorias consumidas.
Em casa novamente mais números: as contas a pagar, o celular que toca, os canais da Tv e o microondas. Se for assistir o futebol tem o placar, camisa dos jogadores, tempo e estatísticas.
O mundo virtual então.. é uma loucura, quantos te seguem e quantos você segue no Twitter, a quantidade de caracteres que se pode usar, os amigos no Facebook, seguidores no blog, visitantes... ufa!
Ok, chego a conclusão de que eles são muito úteis e importantes, mas nesse mundo acelerado me sinto olhando para um grande cronômetro.. onde as regras são ditadas pelos poderosos algarismos. Muitas vezes olhei para os números do relógio com um certo medo, com aquela sensação de que as coisas estavam acontecendo e que eu.. não estava aproveitando. Sentia os números correndo e eu não conseguia acompanhar o ritmo acelerado e fugaz.
Hoje vejo o tempo com outros olhos. Vejo o tempo como um amigo que está para me trazer coisas boas, notícias agradáveis e mais chances de ser feliz. Que o tempo passe, os números mudem, e me traga um alento, sabedoria e claro.. muita Felicidade !


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jornalismo e Café.

Que raios tem a ver o café com o jornalismo?
Bom, a relação que faço é uma compreensão social que o elemento escuro e bebível tem sobre as pessoas. Onde quer que estejamos, seja em uma sala de espera, seja numa visita familiar ou de amigos, (tudo bem vai, de alguns amigos), o café é sempre o agente da cortesia, que mantém a estabilidade do convívio social, amigável. Nisso, as redes sociais perdem, e muito, na falta de afeto, da sociabilidade, pela falta do “cafézinho”.
Não pretendo entrar em questões filosóficas e teóricas sobre essa questão, mas é incrível pensar no assunto.
Aprofundando no título do post, é clássico pensarmos naquela imagem do jornalista, numa casa de café, sentado com as pernas cruzadas, um jornal aberto à sua frente e tomando pequenos goles da bebida, que, à contra-luz, mantém uma contínua fumaça que se esvai no ar. Sim, esse é o estereótipo: o requinte da bebida, as letras seguidas de goles.
Outra relação que o café tem com os jornalistas, é justamente o fato da cafeína atuar como estimulante no Sistema Nervoso Central, por isso um dos principais efeitos do café é uma espécie de revigoramento e diminuição do sono e da fadiga. 
É, caros amigos jornalistas, pelo pouco que sei, a profissão cansa, consome tempo, vira-se noites acordado, te faz esquecer de comer, não tem horário fixo, acaba com relacionamentos, te obriga a fazer 300 coisas ao mesmo tempo como se isso fosse normal. Ufa ! Daí, é questão de vida ou morte diminuir o sono e a fadiga. Para isso, café adentro :)
Antes de você ja desistir dessa profissão, é bom lembrar que nem tudo é assim, nem tudo é negativo. Afinal, não somos um bando de loucos mazoquitas (tá, um pouquinho) que se formam para perder a vida social. Só nós, os jornalistas temos a chance de um dia ter uma conversa com o Rei Roberto Carlos e Pelé (haha), de entrarmos em festas e shows de graça, de assistir sessões de cinema antes de todo mundo, e só nós temos a chance de viajar à Paris para cobrir uma semana de moda alá Anne Hathaway em o "Diabo veste Prada" (Ok, isso é um sonho particular, pula), só nós podemos tirar fotos de momentos espetacularmente belos e tristes. Nós participamos e construímos a história, e enfatizando o ja dito: virando noites acordado, esquecendo-se de comer e assim por diante.
Estamos por toda parte, e vamos continuar por aqui, pois a sociedade precisa de alguém que escreva, filme e fotografe sua história ! 
Ufa, falei demais... 
Enfim, por conta de tudo isso: Café, querido café, precisaremos de você, sempre.
Agora você encontrou a relação entre esses dois elementos, certo?

Um café? Sim... eu aceito. ;)




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Essa tal... Liberdade de Expressão !

Ultimamente sinto vontade de voltar a escrever aqui. Na verdade, tenho muitas ideias, e isso me faz querer escrever. Mas sou peguiçosa, chego em casa, penso em escrever algo, mas logo desisto (talvez, assim como a vontade, a inspiração é uma coisa que dá e passa).

Percebi que minha visão de mundo está muito "blog". Eu vejo as coisas e penso em um post. Isso em uma época que eu praticamente não uso mais a ferramenta blog, o que é estranho.
Enfim, de qualquer forma, tentarei estar mais presente.

E hoje eu volto, com um post sobre um assunto recente. Liberdade de Expressão.

Hoje nos aterrorizamos com talibãs, terroristas e ditadores de todos os tons e agradecemos por muitos que lutaram e perderam até a vida por um ideal, não é? ...Até então, nenhuma novidade, mesmo para o jovem de hoje antenado e que estudou o passado recente do nosso País. E o que sempre se viu em pauta em toda a história da humanindade? Creio que a famosa frase  “Liberdade de Expressão”, talvez a falta de.  É...Pode até ser o famoso "Gato Escaldado tendo medo de água fria". Mas a questão é.. que no meu direito de estudante de jornalismo, novata, mas ávida por lutar contra injustiças sociais, talvez até sonhadora e idealizadora demais, não quero ver nossa sociedade novamente em tempos sombrios.
 O Presidente desta República, seja lá quem o povo escolher pelo voto soberano, não pode ter medo do debate sério e livre. Os Fantasmas do Passado não podem se animar com postura soberba de um mandatário no auge da sua popularidade. Vaidade pessoal e sedução pelo poder, jamais constou do cardápio de verdadeiros estadistas.
Pão e Circo, todos gostamos, mas a índole democrática que o povo brasileiro tão bem soube preservar corre perigo nestes arroubos de prepotência e soberba. Como cidadã brasileira aceito até as derrotas políticas, mas tenho calafrios em imaginar qualquer Lei da Mordaça no mais humilde filho desta Pátria. Fantasmas não governam uma nação, mas estão aí para que não nos esqueçamos que quanto mais unânimes, mais humildes devemos ser. 
Brasil, economia forte e emergente, mas com cidadãos livres. Sim...que fique claro: Somos Livres !
E à propósito, foi muito bom saber agora recentemente com a Marcha da Liberdade, reunindo multidões, que há muitos, sem medo de opinar, discordar, refletir. Acho que chegamos muito longe para aceitarmos retrocessos. Formadores de opinião somos nós, o povo. Presidente deve ser tão somente o guardião destes valores. Nunca a estrela principal.
Brasil, um País de todos, inclusive dos que discordam.

Cuidado: às vezes, começam a tirar e você nem percebe.


sexta-feira, 4 de março de 2011

O Outro Brasil que vem aí !

Gilberto Freyre

Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
terá as cores das produções e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
terão as cores das profissões e regiões.
As mulheres do Brasil em vez das cores boreais
terão as cores variamente tropicais.
Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor
o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.
Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto que seja digno do governo do Brasil
que tenha olhos para ver pelo Brasil,
ouvidos para ouvir pelo Brasil
coragem de morrer pelo Brasil
ânimo de viver pelo Brasil
mãos para agir pelo Brasil
mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis
mãos de engenheiro que lidem com ingresias e tratores europeus e norte-americanos a serviço do Brasil
mãos sem anéis (que os anéis não deixam o homem criar nem trabalhar).
mãos livres
mãos criadoras
mãos fraternais de todas as cores
mãos desiguais que trabalham por um Brasil sem Azeredos,
sem Irineus
sem Maurícios de Lacerda.
Sem mãos de jogadores
nem de especuladores nem de mistificadores.
Mãos todas de trabalhadores,
pretas, brancas, pardas, roxas, morenas,
de artistas
de escritores
de operários
de lavradores
de pastores
de mães criando filhos
de pais ensinando meninos
de padres benzendo afilhados
de mestres guiando aprendizes
de irmãos ajudando irmãos mais moços
de lavadeiras lavando
de pedreiros edificando
de doutores curando
de cozinheiras cozinhando
de vaqueiros tirando leite de vacas chamadas comadres dos homens.
Mãos brasileiras
brancas, morenas, pretas, pardas, roxas
tropicais
sindicais
fraternais.
Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
desse Brasil que vem aí.

Poema escrito em 1926 e publicado no livro "Poesia Reunida", Editora Pirata - Recife, 1980, que nos foi enviado pelo escritor Antônio Prata, a quem agradecemos.

Conheça a vida e a obra de Gilberto Freyre visitando "Biografias".

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

É hora de atuar menos, e viver mais !

Já perceberam que hoje em dia todas as pessoas são perfeitas? ...
As Pessoas hoje em dia só possuem qualidades, ninguém assume mais o seu lado ruim, passível de falha. Se não repararam, olhem numa das redes sociais mais populares da atualidade, o orkut. A quantidade de comunidades "amaciadoras do ego" que tem... "Sou para casar! ; Clube das namoradas perfeitas ; Lindas e Perfeitas ; Lindas com conteúdo" até mesmo eu estou participando de algumas ... Sem contar as inúmeras "pagações de pau", amo a fulana, a beltrana, todo mundo tem comunidade, todo mundo se ama. 
Existe algo mais pobre de espírito que isso? Até porque, quem é tudo isso, não precisa ficar anunciando aos 4 ventos, afinal, pessoas maravilhosas são notáveis à distância... Esses dias me deparei com uma situação que me fez cair na gargalhada... Imagine: pessoa carente, precisa de um amor pra vida toda, daqueles bem grudentos e chatos, se dizendo uma pessoa independente e bem resolvida, e para completar, usou a palavra-chave: perfeita... Ah não né, campeonato de mentiras só existe lá em Nova Bréscia, por favor ! 
Vamos combinar, independência, para mim tem significados bem claros... O dicionário dá 3 definições para a palavra independência: qualidade ou estado de independente; liberdade; libertação.
Pessoas independentes não são apegadas a nada, somente se apegam a sua felicidade, e são felizes exatamente por não se apegarem a nada... São libertas de todos os preconceitos e teorias, de todas as regras impostas, e de tudo mais que puder gerar a infelicidade.
Não estou aqui fazendo uma crítica a quem não é independente, até porque, faço parte do clube das pessoas semi-dependentes (dependo da minha família, dos meus amigos, da minha solidão e da minha liberdade, mas tudo a seu tempo...), estou criticando o fato das pessoas assumirem uma posição, ou uma aparência que não lhes é cabível.
Se fores dependente, assuma esse lado e ponto... Assuma os riscos, as possibilidades de vitória e talvez de derrota... Assuma quem você é, sem ficar se preocupando com a opinião alheia, ou sem ter que ficar fazendo média com as outras pessoas.... Por que assim, mesmo sendo dependente, serás independente. Deu para entender?
Sejamos todos independentes de mentiras, de aparências que enganam, de falsos-moralismos, das críticas, da falsa sinceridade que dá motivos para ofendermos uns aos outros... Sejamos cada vez mais indepentente de inveja, rancor, ódio... Sejamos independentes de conceitos e teorias para ser feliz.. 
Felicidade não tem teoria, Felicidade acontece quando a gente deixa de atuar e começa a viver.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Você sabe porque Einstein mostrou a língua?

Descobri uma curiosidade...
A língua para fora na foto mais famosa de Einstein não parece fazer sentido nenhum não é ?!.
Pois é.. Mas ele tinha uma razão, e ao meu ver, o motivo pelo qual ele fez isso, o torna ainda mais fabuloso.

No dia 14 de Março de 1951 Albert Einstein completava 72 anos, mas o que ele não sabia era que naquele dia uma fotografia seria eternizada, e que tal imagem seria popularizada pelo mundo inteiro.
Neste dia, a festa de aniversário já havia chegado ao fim. Einstein encontrava-se sentado no banco traseiro do carro, estando entre Frank Aydellote e sua esposa Marie. Tecnicamente “encurralado” por fotógrafos e jornalistas, a perguntarem acerca de sua opinião sobre a situação política, pôs-lhe sua língua de fora. Isso após várias tentativas para que o deixassem em paz (não gostava da imprensa).
O gesto foi uma mescla de irritação e descontração; tempos mais tarde dissera a sua secretaria Johanna Fantova a seguinte frase:
 - “A língua de fora revela as minhas posições políticas.”
O fotografo Arthur Sasse foi quem capturou a imagem, e a divulgação da mesma foi feita pelo próprio Einstein, depois de solicitar que o mandassem algumas cópias. A fotografia definitivamente havia lhe agradado,vindo a enviá-la como postal para amigos e conhecidos, sendo hoje a sua fotografia mais famosa.